sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O inesperado.

De regresso ao trabalho e o Guilherme a escolinha, sentia-me mal...eu sabia o porque mas deixei passar.
No verão tinha acontecido algo que sabia que iria mudar a minha vida.
Sentia que estava a trabalhar em vão, não pelo Gui... mas por quem era meu companheiro. Deprimia-me estar a trabalhar e chegar a casa e ter que trabalhar lá também... Não tinha ajuda da parte dele.
Tinha 19 anos, não estava minimamente preparada para lidar com aquilo, hoje em dia sei disso.
O Guilherme estava crescido, era e é a minha força...quem me fazia levantar todos os dias, quem me fazia esboçar o sorriso mais sincero...era ele que me dava força para aguentar aquela situação...
De um dia para o outro a minha vida estava a cair, e eu não tinha a real noção disso... era uma menina que não sabia o que era a vida.
Na entrada do inverno deparei-me com a situação que até hoje considero a que mais me deixou em pânico, o Guilherme começou a adoecer rapidamente...tosse,febre, sonolência... Uma noite em que ele piorou bastante precisei de leva-lo ao hospital, a pessoa a quem eu depositei toda a minha confiança deixou-me nas mãos... A minha mãe mais uma vez foi quem me ajudou e me levou até lá. Levei o meu filho quase desmaiado, com dificuldade em respirar ao colo...com as lágrimas nos olhos. Eu não podia perder o meu tesouro. Tinha os pulmões infeccionados...o esquerdo estava em pior estado. Deus esteve comigo naquela noite,deu-me força para não me ir abaixo, vê-lo sofrer partiu-me o coração. Aquela noite tinha ditado o ínicio do fim.

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