segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Adaptação...

Olhava para trás e via o quanto os filhos por vezes são mauzinhos com os pais...Agora que trabalhava sentia realmente o esforço que a minha mãe fez estes anos todos para nos criar. O meu dia a dia resumia-se a acordar, estar com o Gui, tirar o leite para ficar já prontinho preparar o saco e levar  bébé para a minha avó. Trabalhar, trabalhar... depois saia e voltava para o meu menino. Era cansativo, mas compensava, agora sabia o que era lutar por algo importante. O meu FILHO.
                         

O meu filho estava ser um desafio na minha vida... 
7, 8, 9 meses...infelizmente a minha avó teve uma paralesia facial e teve de deixar de tomar conta do Gui... a solução foi ele ficar na minha Madrinha até arranjar um infantário. 
O meu leite estava mais fraco então o Gui tinha começado a dividir metade do meu, metade do farmácia, que era carissímo. 
A minha mãe encontrou um infantário, era caro, mas tinha de ser... Foi mesmo mau ver o Guilherme a chorar de medo de ficar lá. Chorei de vê-lo assim. Mas sabia que ia ficar bem. Ele estava tão crescido...

1 comentário:

  1. Bom Dia Sandra Mota!
    Dá aplausos à vida por ela te colocar sempre pessoas boas no teu caminho, claro, algumas menos também possivelmente, mas, na hora da verdade, nota-se que as boas nunca te falharam.
    Na verdade o nascimento do teu "Gui", foi por ventura a tua maior aventura, perdoa-me a expressão, mas creio que sim...e que aventura.
    Teres de mudar radicalmente de hábitos e aumentar a tua responsabilidade, todavia, terá sido este real argumento um dos componentes mais importante da tua vida. Será e por muitos e muitos anos...
    Deixar um coração que tanto amamos "para trás" e pior, a chorar, num infantário, é como que chorarmos por dentro para que eles coexistam com um mundo mais parecido com o deles...é muito relevante esta vivência para os meninos como o teu Guilherme. Os pais e muito bem, acham-se capazes de lhes transmitir tudo, é bom pensar dessa forma, porém, nunca um adulto proporcionará a uma criança de tão tenra idade um ambiente interior como a companhia de outros meninos...os sons que emitem, pelos choros, sorrisos, primeiras palavras, troca de olhares, por incrível que seja, os próprios odores que sentem uns dos outros, enfim, um mundo que por muito que se ame, nunca os conseguiremos substituir...
    É um passo muito doloroso para os pais, é sim, mas, um dos mais importantes que se pode dar. Sei, vão aparecer as doenças inerentes a estes espaços, mas, também eles se fortalecerão com todos os aspectos naturais deste genuíno habitat...
    Certamente que sabes que quanto mais tempo eles estiverem com os pais, muito melhor, mas, mais cedo ou mais tarde, eles terão que ter o mundo mais deles, o encontro das idades, então, quanto mais infantil em termos etários for esse encontro habitual, muito melhor a adaptação para estes amorosos seres.
    Sandra Mota, acredita sempre que todo o esforço terá um retorno muito, muito positivo para todos vós...o amor, se multiplicará em mais amor!
    Cumprimentos e continua esta tua "saga"!
    Manuel

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